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Acidentes na Infância

GIC Acidentes na infância

Na infância e adolescência, as queimaduras constituem trauma potencialmente grave devido à sua elevada morbimortalidade.

São acidentes importantes em Pediatria, pois aproximadamente a metade deles ocorre em crianças e adolescentes.

A maioria das queimaduras constitui acidente doméstico, do qual a criança é a principal vítima, especialmente as menores de 7 anos; os líquidos quentes constituem os agentes mais comuns e a cozinha é a sede mais freqüente da ocorrência do trauma. O acidente produzido por chama ocupa o segundo lugar em freqüência na criança e o primeiro em adolescentes, determina lesões mais extensas e profundas e constitui a maioria dos casos graves de queimaduras.

A desidratação é complicação importante na fase aguda inicial do acidente por queimadura pela sua freqüência e principalmente pela potencialidade de evolução para o choque hipovolêmico. A seguir, as infecções constituem as complicações mais importantes, especialmente a septicemia, a principal causa de morte desses pacientes.

Os dados deste estudo reforçam a importância do baixo nível sócio-econômico na gênese das queimaduras, especialmente no que se refere às más condições da moradia.

Porém, é importante salientar o papel dos aspectos culturais na determinação desses acidentes, como o uso domiciliar freqüente do álcool no nosso meio, bem como o de outros elementos inflamáveis, na presença de crianças.

O isqueiro e o fósforo estão igualmente acessíveis.

A taxa de óbitos e a permanência hospitalar elevadas, aliadas às seqüelas físicas e emocionais impostas ao sobreviventes das queimaduras graves, justificam ênfase especial nas medidas preventivas.